Invisibilidade acompanhada
Não, não posta isso. Se você postar, vou ter que me explicar. E não posso me explicar agora porque estou atrasado. Por falar nisso, tchau, eu já estou indo. Você não ia querer ir, né?! Não te convidei porque é um evento que nem eu queria ir e só vai ter gente chata . Te amo!
Também não gosto de misturar as pessoas. Você entende, né? Trabalho é trabalho e relacionamento é relacionamento. Eu te amo!
Já volto! Dessa vez estou indo almoçar nos meus pais. Um dia você vai conhece-los, mas agora está muito muito cedo. Eles estão traumatizados de conhecer gente nova e nunca dar certo, mas não tem nada a ver com a gente, tá? Ou com você. Você entende, né?! Te amo!
Tudo tem a sua hora certa pra acontecer. Inclusive, sabe aquela nossa foto linda que tiramos e ainda não foi postada? É justamente por causa disso: a hora certa ainda vai chegar. Não quero ninguém fuxicando a minha vida. Te amo!
E de compreensão em compreensão o tempo foi se passando, a paciência sumindo e o sentimento… ah, o sentimento foi se dissipando no ar como uma flor dente de leão soprada sob o vento de um domingo ensolarado.
Não resta mais nada a se fazer quando se olha no espelho e não se enxerga ao lado de uma pessoa. A alegria desaparecera junto com o reflexo de um dia de quando fora visível.
Mas agora já é tarde. A invisibilidade acompanhada dói. Dói tanto que não cabe no próprio corpo e escorre pelos olhos.
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Não é mais um domingo frio de outono
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